sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lírios

Quando, em alguma noite, discutíamos, ainda sem saber o amanhã, e discutíamos a beleza guardada em nosso sexo triste, o que demandava tempo, tato, saliva. E profanamos o que havia de santo em nós. O tempo era algo que não tínhamos muito. É que. Éramos chuva de verão. Táteis, táteis, táteis. O corpo e a chuva. Eram dias agitados, aqueles. Por entre eles, os campos de lírios, lírios. E entre eles, a insensatez da escopolamina e da hioscina. É que. Talvez. Os dias me embriagavam com aquele gosto de gostar. E de repente nothing for longtime.

1 comentários:

Ana Veraldi disse...

Muito cheirosos esses lírios.Parece até que eu estava la, na noite, profanando.
"Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista...
...Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada".