Quando, em alguma noite, discutíamos, ainda sem saber o amanhã, e discutíamos a beleza guardada em nosso sexo triste, o que demandava tempo, tato, saliva. E profanamos o que havia de santo em nós. O tempo era algo que não tínhamos muito. É que. Éramos chuva de verão. Táteis, táteis, táteis. O corpo e a chuva. Eram dias agitados, aqueles. Por entre eles, os campos de lírios, lírios. E entre eles, a insensatez da escopolamina e da hioscina. É que. Talvez. Os dias me embriagavam com aquele gosto de gostar. E de repente nothing for longtime.
1 comentários:
Muito cheirosos esses lírios.Parece até que eu estava la, na noite, profanando.
"Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista...
...Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada".
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